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Saúde e Bem-estar

Créditos da foto: Freepik

Como transformar medo em autocuidado

A saúde é um assunto que, por mais que seja evitado, um dia precisa ser tratado. Você sabia que o seu medo pode ser superado?

Introdução

É natural ter medo de conhecer os impactos na saúde provocados por doenças e instabilidades físicas e emocionais, afinal, não é agradável sentir o corpo ferido e a vida ameaçada.

Mas, na ordem prática, se o autocuidado vem antes de qualquer agravamento, a saúde é vista como pilar para falar de vida e felicidade.

Serão abordados nas próximas seções, fatores que influenciam na relação das pessoas com a saúde, danos provocados por omissão de cuidados e, sobretudo, a capacidade que desenvolvemos para proteger o nosso estado saudável.

Entendendo o medo de cuidar da saúde

Quando, no primeiro instante, associa-se saúde à doença, as pessoas podem desenvolver receio de possíveis experiências ruins caso realizem consultas e exames, estimulando a ideia do trágico.

Além disso, outras questões podem estar provocando esse medo:

  • Ter uma rotina de saúde que seja malvista nas relações: “Vou até evitar falar de médico. Já pensou se meu noivo me larga?”
  • Achar que esses cuidados podem criar dependência: “Faço só um check-up e pronto, senão vou adoecer só de ficar pensando nisso”
  • Mudar os planos de vida pessoal ou profissional: “Agora não posso, preciso focar no meu trabalho”
  • Superestimar o funcionamento do corpo e da mente: “Depois eu vejo isso. Não estou sentindo nada, sempre fui saudável”

Esse medo disfarçado revela algo fundamental: o problema não é propriamente o medo, mas não reconhecê-lo. E, muitas vezes, parece ser mais fácil acreditar que não sente.

Quando o medo se transforma em bloqueio

Para a pessoa negligente com a saúde, qualquer desculpa serve. O individuo transforma o cuidado em empecilho, alegando perca de tempo.

Lamentavelmente, a forma mais comum de buscar se redimir é quando adoece e percebe que não se trata mais de um simples desconforto que alivia com analgésicos.

A consequência é ainda mais desafiante ao parar as atividades e interromper sonhos e projetos de vida por motivos de doença.

Quando isso acontece, o sentimento é desolador, como se, do nada um poço fundo se abrisse bem diante da pessoa, e tudo o que o momento pede é calma e discernimento para agir. Mas esse é um processo delicado, por que estamos falando do risco à vida, de perder tudo.

Na percepção de especialistas da medicina e da própria sociedade, os efeitos da negação nos cuidados com a saúde física e emocional chegam a ser extremamente perigosos, por desencadear uma série de problemas:

  • Pessoas mal informadas, na contramão da própria evolução.
  • Famílias afetadas na ordem econômica, afetiva e social.
  • Profissionais insustentáveis, bons no que fazem, mas decadentes por falta de hábitos saudáveis.
  • Gerações crônicas, com aumento de doenças e risco de contágio.
  • O setor de saúde comprometido pelo excesso de pessoas doente em estágios avançados.
  • Convívio social impactado por isolamento e restrição de práticas saudáveis, lazer e tempo para viver.

Autoconhecimento: o primeiro passo para o autocuidado

O ser humano é um conjunto, onde corpo e mente fala e dão sinais. Diante disso, precisamos parar e refletir melhor sobre o que acontece conosco, invistir em autoconhecimento.

Pense que, mais difícil que reservar tempo para o autocuidado, é comprovar que a falta dele pode adoecer você. E quando isso acontece, além de lidar com os impedimentos e a fragilidade, não existe a garantia de voltar a ser saudável.

Ou seja, a pessoa que um dia pensou que administrava as horas se torna paciente e, como tal, ver as horas passar no tempo que seu corpo exige para se recuperar.

Ao se escutar, você tem a chance de controlar o medo e se ajudar:

  • Respire; tem coisas que funcionam assim, após um breve respirar.
  • Perceba que o medo confunde, tente renovar seu pensamento.
  • Saia para caminhar e se conecte com a natureza, isso ajuda a refletir.
  • Permita-se ouvir sua intuição.
  • Suas ideias são inspiradas no que você observa, pensa e sente, coloque-as em prática.
  • Autocuidado é também consciência: respeite seu tempo mais não deixe de alimentar essa prática.

Pequenas ações que constroem uma nova relação com a saúde

O cuidado com a saúde é um processo que exige adaptação, e cada pessoa tem seu tempo para entender suas necessidades e encarar a própria transformação como um investimento.

Algumas estratégias simples são bem eficazes e podem ser introduzidas com leveza para obter autocuidado. Esse caminho é ideal para que as pessoas não abandonem o objetivo, a constância, nesse caso, é fundamental.

Veja as dicas abaixo:

  • Cuide da sua nutrição; conheça os alimentos que consome e as reações do seu corpo ao ingeri-los.
  • Não se acostume a dormir mal; se tiver dificuldade, procure um médico, revise a forma como dorme, o ambiente e teste mudar.
  • Pratique atividade física da sua preferência e que seja recomendada para o seu perfil; tente não desistir, observe o seu ritmo e os alertas do seu corpo, assim você ganha confiança ao entender o que acontece.
  • Planeje consultas médicas e exames essenciais; assim, você terá mais tempo para conciliar dia e horário com suas atividades.
  • Você tem direito de desistir de um cuidado, mas verifique sempre se consegue substituí-lo por outro; ninguém é igual e cada pessoa têm características próprias, porém suas decisões devem ser tomadas com autorresponsabilidade.
  • Ouça exemplos e se informe sobre saúde, mas não alimente o medo a partir da experiência de outras pessoas; a relação com saúde é individual, por mais que existiam procedimentos padrões.
  • O receio de ser malvisto ao se cuidar é comum; quando acontecer, lembre-se que as pessoas não contam tudo sobre elas, então não é apenas você que tem esse medo, não se martirize.
  • Questione-se: quero o sucesso de alguns dias ou de uma vida? Quero ver meus filhos crescerem ou meus netos crescerem? Minha família é minha base, já pensou se passarem a vida cuidando de mim doente?

Pessoas que têm medo de se cuidar assumem o risco de sofrer as consequências e, por isso, é fundamental fazer escolhas sensatas e não esquecer que, com o tempo, o descuido com a saúde pode se tornar doença.

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