NÃO ESPERE ENCERRAR CICLOS PARA TER AUTOESTIMa
Acabou um relacionamento, e, por isso, sentiu vontade de melhorar sua autoestima? Saiba que não precisa esperar para conquistar a sua!
Olhar para si e reconhecer o seu valor não é um gesto que começa quando você desfaz um laço ou se decepciona. O primeiro passo consiste em saber o que é autoestima e quais recursos podem ser utilizados para desenvolvê-la.
A autoestima é como você se enxerga, o valor que consegue atribuir a si, sem se limitar a qualidades ou defeitos, é ver-se por inteira, e isso já basta para se respeitar e evoluir naturalmente.
Você sabia que a autoestima é um processo contínuo?
Autoestima não é fixa ou definitiva, você não a conquista de uma vez por todas. As pessoas possuem estado físico e emocional, sentimentos, vínculos afetivos e sociais que influenciam diretamente na percepção que tem de si mesmas. E a frequência dessas variações, pode ser momentânea ou prolongada, o que exige uma avaliação mais cuidadosa sobre o valor que a pessoa sente possuir.
Já lhe aconteceu de se sentir muito feliz e confiante num dia e, no seguinte não reconhecer as próprias qualidades? Isso pode ocorrer. Afinal, você é um ser humano, e estar inserida em uma sociedade onde tudo muda o tempo todo. Reconhecer esse processo como contínuo é fundamental para estabelecer uma relação consigo mesmo baseada em flexibilidade e clareza.
Você não precisa se menosprezar por estar com sua autoconfiança baixa em algum momento. Dias ruins também fazem parte da vida e podem ser grandes oportunidades de aprendizado. Por isso, coloque em sua lista de prioridades que, para ter autoestima, é indispensável reconhecer suas fraquezas e não exigir tanto de si para agradar aos outros.
Compreenda que, diariamente, você terá altos e baixos, e que sua autoestima pode oscilar. Ainda assim, independentemente da situação, é necessário continuar se amando. Essa é a essência do amor-próprio constante.
Ao acordar, conheça a sua verdadeira face, seu humor, seu estado físico. Identifique o que faz parte da sua natureza e o que é resultado de fatores externos. Procure se cercar de positividade com uma visão realista dos fatos, pense que, mesmo o que parece ruim pode ser transformado, assim você aguça o seu senso crítico de forma construtiva.
Um grande passo para fortalecer sua autoestima é não se impor prazos para tomar atitudes ou mudar comportamentos que considera importantes. Antes de qualquer decisão, questione-se: “Porque considero ter autoestima baixa? E Para que almejo elevá-la?” Essas perguntas podem trazer respostas surpreendentes, e muitas vezes revelam que o seu desejo está mais voltado aos outros do que a si mesmo.
Outra observação:
- Se você acredita já ter uma autoestima alta, mas ainda teme desagradar alguém só por pensar ou agir de forma diferente, talvez seja hora de revisar o seu conceito de autoestima. Sempre é possível evoluir.
Quando algo lhe impede de ter autoestima elevada
Duvidar de si mesmo pode ser um indício importante de baixa autoestima. Desprezar conquistas por achá-las insignificantes ou sentir necessidade constante de se comparar aos outros são sinais típicos.
Diversos fatores influenciam essa condição, como:
- Experiências ruins na infância, abandono, bullying, críticas severas, o que pode gerar a crença de que a pessoa não é digna de amor, sucesso, capacidade de vencer desafios.
- A própria pessoa tem uma ideia distorcida de si, ela não se aceita, e cultiva pensamentos negativos, que a impede de visualizar o seu potencial.
- Relacionamentos tóxicos, onde há manipulação, desvalorizada, e ausência de incentivo ou empatia.
- Traumas não resolvidos, como abusos, fracassos e humilhações, que muitas vezes marcam profundamente a vida.
- Falta de autoconhecimento que dificulta a compreensão da própria identidade, valores, qualidades e necessidades.
Diante dessas questões, é importante desconstruir certas crenças. Para ter autoestima você não precisa:
- Ser feliz o tempo todo: a vida é feita de momentos felizes e tristes. Sentir tristeza ou dor não diminui o seu valor, nem impede que você brilhe em outros momentos.
- Ter um padrão de beleza aprovado socialmente: autoestima não se trata de parecer uma princesa ao acordar. Ainda que a vaidade seja importante, ela não substitui o conforto e intimidade que você tem com a própria imagem. Quando parecer obrigação, repense!
- Temer julgamentos alheios: valorizar-se é um processo íntimo. Seja livre para expressar sua autoestima sem o receio de ser mau vista, isso não é arrogância, você apenas se reconhece.
Como ter autoestima sem esperar por influências externas
já decidiu por uma transformação só depois de um término, mesmo que já quisesse mudar há tempos? Se sim, não sinta vergonha, isso é mais comum do que parece. É natural que as pessoas absorvam um pouco do modo de vida umas das outras, afinal elas convivem em muitos níveis.
Mas quanto mais você reconhece os próprios valores, mais satisfeita se sentirá com sua autoestima, porque consegue decidir o que é melhor para si e consegue lutar para manter isso.
- Mentalize: você precisa ter clareza sobre suas qualidades e habilidades. Relacione-as. Não tenha medo de ser rotulada de arrogante por valorizar o seu próprio valor. O pensamento abundante é seu, converse consigo, olhe-se no espelho sem julgamentos. Observe seus pensamentos e atitudes com calma, sem conclusões apressadas.
Faça perguntas no seu diálogo interno:
- O que me faz bem?
- O que me deixa mais feliz?
- Entre uma coisa e outra, o que me agrada mais e por quê?
Valorize o que faz bem, ninguém melhor que você para reconhecer isso. E lembre-se, não precisa ser algo extraordinário. As pequenas atitudes também constroem grandes resultados.
Algumas ações são fundamentais para você fortalecer a sua autoestima:
- Crie metas pessoais: planeje sua vida com base em suas próprias vontades, não na expectativa alheia.
- Pratique o autocuidado: conheça e respeite seu corpo, sua mente, seus sentimentos.
- Desenvolva o autoconhecimento: entenda seu comportamento, seus limites, suas emoções.
- Evite comparações: seu foco deve ser em você. Comparar-se constantemente leva a frustração.
- Cultive sua autoestima de forma continuada: como visto no primeiro tópico, esse é um processo constante. Tenha paciência e celebre as pequenas conquistas.
Muitas pessoas se ferem, por não respeitar seu próprio tempo. Querem mudar, mas ignoram que isso só acontece de forma sustentável quando se obedece aos limites do corpo e da mente. Ainda assim, é possível retomar o foco e alcançar a autoestima desejada. Entre os vários benefícios dessa valorização, destaca-se a perseverança. Descarte a ideia de desistir, seus planos têm grande chance de dar certo!
Entenda onde você pode chegar com a sua autoestima
A autoestima pode transformar completamente a vida de uma pessoa, especialmente nos momentos de decisão. Ela torna alguém mais resoluto, porque a confiança interna cresce. A pessoa sabe o que quer e não ignora seus desejos por medo ou insegurança.
Quem cultiva a autoestima:
- Enxerga os seus erros e trabalha para corrigi-los
- Relaciona-se com mais leveza
- Não se abala com resultados ruins, procura analisá-los
- Aceita ser confrontada e age com naturalidade
- Ama-se incondicionalmente e deixa isso claro
- Pode sentir medo, mas não a paralisa
- Não sofre com dependência emocional
- Persegue seus sonhos com mais determinação
- Foca no próprio caminho, não se distrai
- Não espera reconhecimento externo, se enxerga antes
É possível chegar a um nível excelente de autoconfiança e autoconhecimento, o que impacta diretamente no autodesenvolvimento, e isso faz suas qualidades brilharem em qualquer cenário.
Por isso…
Antes de adotar um padrão de saúde e beleza, de aderir um perfil profissional ou pessoal, desenvolva seu estilo próprio. Pense e aja com base na sua identidade. Não se preocupe em estar pronta, você amadurece enquanto caminha. É a continuidade que permite a evolução e o alcance dos seus objetivos.
Os valores que te qualificam como uma pessoa capaz, interessante e admirável são exclusivamente seus. Só você pode ativá-los. O que os outros fazem é, no máximo, tentar te influenciar. Seja autora da própria história. Essa frase não é exagero, ela traduz o que acontece quando alguém finalmente se percebe como tal.


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